sexta-feira, 16 de março de 2012

E por onde andará Juliette Binoche ?

Atriz de grande talento dramático.

Mulher linda e deliciosa.  Dona de uma beleza única, diferente e que não precisa de holofotes para ser percebida.

E além de tudo isso, francesa ("Ah...as francesas...", já suspirou Vinicius de Moraes, mais de uma vez).

Assim é Juliette Binoche, de quem tanto sinto falta nos recentes lançamentos em sétima arte.

Atuou em vários filmes importantes, ora como protagonista ou as vezes fazendo uma simples escada generosa, para algum colegas que dela necessitasse. 

Sua filmografia é longa, desde 1982, quando fez sua estréia em cinema, atuou em 43 filmes, com destaque para:

- "Je Vous Salue, Marie", 1987;
- "A Insustentável Leveza do Ser", 1988;
- "A Liberdade é Azul", 1993 - que lhe valeu um César de melhor atriz;
- "O Paciente Inglês", 1996 - que lhe valeu um Oscar de melhor atriz coadjuvante;
- "Chocolate", 2000 - com Johnny Depp;
- "Paris, Eu te Amo", 2006;
- "Copie Conform", 2010 - do iraniano Abbas Kiarostani - prêmio de melhor atriz em Cannes em 2010.

Um currículo de gente grande, numa mulher espetacular.

É o tipo de criatura que poderia habitar nossos sonhos masculinos por muitos anos, sem perder o encanto, mesmo que o tempo seja impiedoso com a bela dona.

Por onde andará Juliette Binoche ?  Se alguém souber, por favor, peça para ela dar uma passadinha em Itu.

Estamos com saudades daquele sorriso indecifrável e de todo o conjunto da obra.

GM


terça-feira, 13 de março de 2012

Pela razão de hoje ter sido o que foi...

Quando perguntaram a Bruce Lee o que fazia quando um obstáculo intransponível aparecia no caminho, ele respondeu que apenas continuava seguindo o caminho.

Quando perguntaram a Ishikawa o que fazia quando um obstáculo se interpunha à frente de suas metas, ele respondeu que só conseguia olhar o obstáculo se tirasse os olhos das metas.

Quando perguntaram a Senna como podia acelerar tão forte em curvas, nas chuvas e em situações de perigo, ele respondeu que não acelerava, o mundo é que ficava estranhamente lento.

Às vezes é preciso mais inspiração do que respiração.

Hoje, foi um desses dias !

GM

sexta-feira, 9 de março de 2012

Comemorando os 10.000 pageviews !

E para comemorar a marca de 10.000 pageviews, que nosso pequeno, pessoal, amador e sem fins lucrativos blog, atingiu, estamos lançando uma pequena campanha cultural:

O amigo leitor que se sentir à vontade para fazê-lo, poderá postar algumas linhas sobre sua banda, artista, filme ou livro preferido; vale também dicas gastrônomicas, de enocultura ou teatro.
Qualquer post que esteja relacionado à natureza do blog: um lugar para relaxar.
Os posts serão feitos no facebook, em seus próprios perfis. O blog vai lançar estes posts com as devidas assinaturas de autoria.
Não há tamanho padrão para o post, pode ser uma única frase ou várias linhas dedicadas ao assunto. Tudo será lido, com muito carinho, por uma comissão composta por mim, eu mesmo e myself.
Serão escolhidos 03 posts para uma votação final, via blog ou facebook, e os escolhidos ganharão um pequena e carinhosa lembrança do blog:
- 1º lugar: 01 DVD clássico, a ser escolhido pelo vencedor, entre as opções rock / pop / blues / jazz;

- 2º lugar: 01 CD a ser escolhido nas mesmas opções do 1º lugar;

- 3º lugar: 01 livro a ser escolhido entre os gêneros: biografia / literatura clássica / best seller.
É uma forma de agradecer aos amigos leitores que gostam de ler os posts que o blog publica e também de incentivar mais a adesão à música, bons filmes, livros e outras coisa boas que as vezes ficam pelo caminho.

Forte abraço !

GM


quarta-feira, 7 de março de 2012

Brothers in Arms, do Dire Straits


Alguns discos marcam profundamente o DNA de uma banda, ou de um artista.

Dizem até que certas bandas ou artistas são "estrelas de um disco só" e que ficam estigmatizados por este trabalho.  Por mais competente que seja.  Por mais comercial que seja.

Falam por aí que a sede e a ganância da indústria da música, e também de alguns artistas, levam à produção de discos pequenos, que acabam rotulando o criador.

Neste sentido, me parece que Robertinho de Recife (um dos maiores guitarristas que o Brasil já teve), ficou amarrado ao disco "Satisfação". 

Também pode ser correto dizer que a banda The Police, quase se escravizou em "Ghost in the Machine".  E não seria exagero afirmar que Biquini Cavadão, tenha se resumido, finitamente, ao disco "Tédio".

Poderia também apedrejar um pouquinho nomes como Simple Minds ("Live"), Os Novos Baianos ("Acabou Chorare") e Light House Family ("Duets"), todos retidos dentro dos próprios trabalhos...mas jamais falaria algo assim do Dire Straits.

A banda do monstro e guitarrista Mark Knopfler foi muito mais do que o disco "Brothers in Arms".

E se restar alguma dúvida, que possamos todos ouvir juntos o álbum "Alchemy", gravado ao vivo nos fins dos anos 70 e início dos 80.

Eles são, foram e serão grandes músicos.  Mark revolucionou a técnica para guitarra, puxando dedilhados desconcertantes, ao invés de arpejar.  A banda em si era imensa.  Repleta de profissionalismo e gigantes na improvisação.

O disco "Brothers in Arms" apenas fortaleceu e massificou o que todos nós já sabíamos: o "Brothers in Arms" era do Dire Straits, e não o contrário.

Quem ouvir, verá !

GM

sexta-feira, 2 de março de 2012

Nada como um março, depois de um fevereiro

Quando a ressaca passar, respire fundo e lembre-se de que ainda somos um país.

Quando o pânico chegar, respire fundo, várias vezes, e não faça mais nada.

Se esquecer o caminho de casa, sua família virá te buscar.  Se esquecer do caminho da verdade, seus amigos virão te resgatar.  Se nada disso acontecer, desligue a TV e abrace aquele que estiver ao seu lado, pois ainda há tempo.

Para toda e qualquer dor, sorrir é alívio imediato.

Vamos em frente !

GM

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Falando sério sobre...Ringo Starr


Muita conversa de botequim já for derramada a respeito do imenso talento musical dos Beatles.
Muita cerveja, muito vinho e, por que não, muita cachaça já foi brindada em teses intermináveis sobre a música de Lennon, McCartney, George e Ringo.

Nesta densa mata, existem fanáticos pela dupla Lennon-McCartney, existem saudosos dos solos puros de George e existem os críticos de Ringo.

Eu disse críticos ?

Não. Existem aqueles que "descem a lenha" no hoje setentão baterista.

Já ouvi coisas do gênero: "...ele estragava os fab four...", ou ainda, "...eles deveriam ser três...", e mais, "...Ringo é um baterista tecnicamente fraco...".

Sem querer polemizar, mas sim com um grande e ereto senso de justiça musical, eu digo: Ringo foi um baita baterista.

E não apenas para a realidade ritimica da época, mas também para os padrões atuais.

Falo com autoridade de quem possui e já ouviu dez dezenas de vezes todo o catálogo dos Beatles.

E digo mais, Ringo foi a medida certa de ritimo para dar a outros três a liberdade e o espaço criativo, de que precisavam.

Ringo era um músico humilde e complexo. Completo na variação dos tons e eficiente nas viradas.

Um grande músico.

Na dúvida, ouça "Rain" , "Back to the USSR" e "Revolution". Ele é o cara que segurou toda aquela onda.

Ringo, fraco na bateria ? 

Fala sério !

GM




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Trabalho Interno, o filme definitivo sobre a crise de 2008


Charles Ferguson nunca teve grande destaque na mídia, em termos de produção cinematográfica de peso.

Na verdade, pouquíssimo se ouviu falar do diretor, antes de seu último trabalho, o documentário "Trabalho Interno".

Todos sabemos o que foi a crise de 2008 e de como ela nos impactou e também  às próprias  estruturas do capitalismo.

Foi um ano negro.

Kevin Spacey estrelou o filme "O Dia do Fim", que também abordou o tema, mas de uma forma muito vazia, se considerarmos a profundidade da coisa.

Este documentário de Ferguson tem tudo o que você precisa saber sobre o que realmente foi aquela crise.

Suas dimensões e os riscos que corremos, caso aconteça de novo.  E até os nomes reais dos figurões que causaram a crise.

É pura informação.  Não é entretenimento.

Num Brasil assolado por BBB´s e bobagens diárias, é tudo o que precisamos.

GM