quarta-feira, 13 de abril de 2011
História Sexual da MPB
terça-feira, 12 de abril de 2011
Fundamentando minha tese...
Está bom assim para você ou precisamos ir a plenário ?
Forte abraço e deixe de ser bobão...pois próxima sexta à noite, tem outro churrasco do Gibão !
GM
domingo, 10 de abril de 2011
Jessica Alba e as nove mais deliciosas do cinema
Janis Joplin no Brasil
Foi no início de 1970, talvez janeiro...talvez fevereiro, a musa do blues rock veio ao Brasil achando ser possível aqui se recuperar do uso de drogas pesadas. Uma jornada que hoje seria chamada de rehab. De fato, heroína. Mas o ponto é que nossa herói-mulher, além da voz indiscutivelmente única no cenário rock & blues tinha como característica um comportamento auto-destrutivo e profundamente entristecido. No Rio, bebeu...e muito...cantou em cabarés, parece ter tido um caso amoroso com um obscuro astro pop de nome Serguei (para quem não se lembra, esta figura cantou como convidado no Rock'n Rio !) e até foi a ensaios de escolas de samba.
Experimentou cachaça e pediu "Samba em Berlin". Um drink inventado no Rio muitos anos antes por Marlene Dietrich, que misturava aguardente com Coca-Cola no café da manhã. Ao que parece, foi expulsa do Copacabana Palace por fazer nudismo na piscina e fez top less nas areias do posto 6. Deve ter sido uma vista irregular, aquela mulher branquinha, ruiva, com axilas cabeludas e púbis estilo Cláudia Ohana, passeando desnuda entre camelôs e cariocas. Uma visão Tarantino ! Morreu muito jovem, em L.A., aos 27 anos de idade vitimada pela droga que a consumia. Deixou um legado musical único e uma voz até hoje inigualável, apesar das tentativas de Kim Carnes e Tanita Tikaram.
Alguns meses após sua morte, foi lançado o álbum Pearl...uma bomba de alto nível, com blues, rock e soul. Foi tema de filme. Viveu...cantou e deixou saudade. Uma mulher maravilhosa e perdida para sempre dentro da própria cabeça. Uma pena. GM
segunda-feira, 28 de março de 2011
RGE - Rio Gráfica e Editora
Muito competente operador do mercado editorial brasileiro na primeira metade dos anos 80 ! De muito saudosa lembrança ! Povoou boa parte do meu ócio criativo juvenil, diluído numa infância pobre e numa adolescência atenta. A RGE era uma editora bem à frente de seu tempo. Vou citar só alguns exemplos: Numa época em que a ditadura ainda se fazia presente, foi a primeira a inovar na linguagem editorial brasileira, trazendo a iconoclastia do POP para a mesa do jovem e cáustico tupiniquim. 
Nos tempos em que a "Sra. Solange..." - a mesma que inspirou Léo Jaime a fazer a versão de "So Lonely" do The Police para o português - ainda assinava os termos de liberação de censura (aqueles cujas cópias em facsímiles iam para a tela da TV...como uma imagem scanneada, ao mesmo tempo em que uma locução em off dizia..."censura 14 anos...")...sim meus amigos, anos de chumbo...
Nessas eras, RGE comprou os direitos de publicação do universo Marvel, e passou a lançar quinzenalmente títulos que faziam a cabeça da geração HQ: "O Espetacular Homem-Aranha...O Incrível Hulk...O Invencível Homem de Ferro"...todos os heróis eram precedidos de um adjetivo pomposo, que chamava a atenção...uma fabulosa recordação, que me perdoe aqui o Luiz Fabiano...
Mas a estória que se recusa a sair da memória é outra. Ocorreu bem depois da RGE praticamente abrir falência. Morava em Campinas e estuda na PUC. Dos amigos da faculdade, alguns eram mais chegados, trocávamos idéias sobre mulheres, projetos, futuro...coisas normais para quem tinha na época 20 e poucos anos.
Ocorre que um desses chegados era o Miquiluchi, um cara muito bacana, de boa índole que certa vez nos convidou para um almoço em sua casa em Mogi-Mirim. Lá chegando fomos apresentados à família, tudo perfeito, todos gente de bem e do bem. Logo o Miquiluchi trouxe para a sala dois grandes livros, pesados, com capa dura, encadernação linda, projeto gráfico perfeito...uma obra-prima !!
O livro se chamava "Rock - A Música do Século XX", apresentados em 02 volumes. Fiquei de boca aberta por quase 38 segundos e meio ! Naquele dia eu tinha levado para escutar lá na casa de meu amigo, o álbum duplo (vinil, pois CD era coisa de rico...e otário !) do Guns gravado ao vivo no Japão.
Uma beleza ! Com direito a encarte com letras traduzidas e ensaio exclusivo de fotos ! Combinamos assim: eu levava os livros e o Miqui ficava com os discos...depois de duas semanas trocaríamos a encrenca e cada um ficaria com o seu de direito.
Hum-Hum... Isto foi em 1992...enquanto escrevo esta nota para esta coluna...sabe o que está aqui comigo na mesa ao lado ? Pois é, não destrocamos nossos tesouros literários e musicais.
Também não sei dizer quem saiu ganhando, mas o fato é que eu fiquei até hoje com a esperança do meu amigo não pedir de volta estes livros incríveis.
Mas digo ao Miqui, que bem poderia estar me lendo agora, que se quiser de volta os belos exemplares....tudo bem !
Me traga aí o álbum do Guns, vamos ouvir aqui em casa...vamos apresentar nossos filhos...comparar nossas olheiras cansadas...lembrar dos bons tempos e esvaziar algumas garrafas de malbec juntos.
Seria sem dúvida um grande dia !
GM
quinta-feira, 24 de março de 2011
Edu Lobo....as marés...o Facebook...a cerveja e a comida japonesa



sábado, 19 de março de 2011
Sarah Vaughan, Milton Nascimento e a comissária de bordo

Milton Nascimento e Sarah Vaughan, é certamente um dos encontros musicais de maior qualidade artística, que um maestro sorridente já ousou arranjar..
E que encontro !
Ocorreu aqui mesmo no Brasil, nos estúdios da RCA, no RJ...gravação do final de 1977, com lançamento em 1978, talvez durante o primeiro semestre.
Achei o vinil, O Som Brasileiro de Sarah Vaughan, na Book Center de Blumenau, e trouxe com todo cuidado e carinho, no vôo da Azul que pousou suavemente num pseudo-aeroporto de Viracopos, cinza e triste, como sempre.
Quando embarcava em Navegantes, a comissária olhou o embrulho quadrado e fininho nas minhas mãos, já dentro da aeronave, e perguntou friamente se era algum quadro de vidro.
Respondi, com firmeza e educação, que se tratava de um disco de vinil, com 33 anos de sulcagem.
Ela, com olhar distante e atitude superior, respondeu: - O Sr. não despachou ?
Ignorei, solenemente, esta bobagem azulada. Segui em frente e com um sorriso no canto da boca, sentei na minha poltrona 4B preferida, deixando o LP descansar, assim, no meu colo.
Passei o vôo inteiro vigiando os passos da comissária...que vez em quando olhava curiosa para o embrulho no meu colo.
Geração MP3...uma pena !
Já em casa, depois de uma leve manutenção e limpeza, pude ouvir o disco em todas as suas incríveis 09 faixas.
O disco é um primor, um capricho, gente do calibre de Tom Jobim, Eumir Deodato e Mestre Marçal se envolveram diretamente no projeto.
Sem falar no próprio Bituca, Dorival Caymmi e Chico Batera...impensável conseguir juntar essa trupe de novo.
Improvável termos tanta sorte assim.
Escutei e escutei de novo.
Finalmente elegi minhas preferidas: Bridges (uma versão de Gene Lees para Travessia) e Someone to Light up my Life (Se Todos Fossem Iguais a Você, do mestre Tom com a poesia de Vinícius).
Ganhei o dia...a semana....o mês !
Talvez esta seja a peça mais preciosa da minha pequena coleção.
Graças a Deus, tudo azul !
GM