segunda-feira, 13 de junho de 2011

Algumas das séries de TV mais marcantes ou mais marcadas






É verdade. Qualquer criatura humana que tenha hoje algo entre 38 e 42 anos, certamente, viu ou pelo menos ouviu falar, de algumas das incríveis séries das quais vamos falar hoje.

Algumas incrivelmente tolas. Outras incrivelmente idiotas. Mas todas incrivelmente fantasiosas.

E naquela época, um tempo perdido qualquer que Renato Russo ainda não tinha cantado, fins de 1979 e meados de 1982, foram lançadas no Brasil uns quatro folhetins baratos e muito gostosos.

Eram os enlatados. Que tinham esse nome por que os originais em celulóide viam em latas dos EUA.

Era o máximo. Na verdade o mínimo. Mas para todos nós, garotos pobres, peladeiros e caçadores, era o máximo do mínimo.

Quem não se lembra ?

Terra de Gigantes.

Viagem ao Fundo do Mar.

Túnel do Tempo.

O primeiro era uma colagem de imagens, recortadas com efeito up-size que davam a impressão de que havíam realmente gigantes.

Lembro-me de Marylinn Even. Linda. Sempre caçada por gigantes malvados e distorcidos. Uma produção pobre que animava as manhãs de brasileirinhos sem grana.

Viagem ao Fundo do Mar era mais cult. Mais introspectivo e claustrofóbico.

O máximo era o barulhinho do submarino comandado pelo Almirante Nelson e seu séquito de corajosos marujos.

Era uma espécie de Jornada nas Estrelas debaixo d'água.

Uma bobagem linda.

Por último, O Túnel do Tempo.

Dois cientistas se aventuravam em viagens astrais e temporais, sem garantia de retorno ao século XX.

Isso mesmo, o século passado.

Não esqueço o episódio em que eles foram transportados ao passado e caíram no forte Álamo...no dia do ataque de Zapata.

Detalhe: na história verdadeira, não sobrou um único americano vivo depois do ataque.

E eles lá ! Bem antes dos Deloreans voadores de Robert Zemecks.

Tempo bom. Época pura. Não nos demos conta, mas passou.

Vamos em frente !

GM


sexta-feira, 10 de junho de 2011

A música mais bonita do mundo e o aniversário de João

Meu amigo João, de longa data, fez aniversário.

Nossa amizade, já com quase uma década, estava esmaecida e um tanto enferrujada pela ação oxidante do tempo.

Ocorre que nos reencontramos. Nosso reencontro se deu pelos modernos caminhos das redes sociais, mais especificamente do Facebook.

Foi uma grata surpresa receber o convite para nos tornarmos "amigos" virtuais e celebrarmos assim uma retomada em nossa amizade.

João é um cara bacana.

Um ser humano sensível, boa praça, músico por paixão e executivo de empresas por escolha.

Outro dia, usando sua veia criativa, montou uma fã-page no Facebook para os amantes da boa música.

Chama-se "A Música Mais Bonita do Mundo", que é acessada por um link com este mesmo nome.

Neste espaço, criado para aqueles que vivem para a música e vivem de música, podemos compartilhar vídeos, clips, animações e trilhas sonoras.

Podemos expor sentimentos, abrir saudades, demonstrar alegrias e compartilhar coisas boas, com pessoas que também estão lá e que também correspondem.

Trata-se de um espaço especial na web, criado para o bem, por um cara do bem.

Ontem foi o aniversário do João.

Fomos virtualmente convidados e estivemos fisicamente presentes.

O local escolhido, um boteco dos bons, serviu de palco para reencontrar velhos camaradas e colocar a conversa em dia.

Foi uma das noites mais bonitas do mundo, em homenagem ao João, o simples João, criador da música mais bonita do mundo.

Saúde, João ! Que Deus lhe ilumine os caminhos !

GM

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Receita para combater o frio

Siga sem medo de errar, você vai ficar suando:

- Uma lasanha a bolonhesa;
- Uma garrafa de um bom Latitude 33, malbec, infelizmente argentino;
- Uma lareira acesa;
- Um vinil do Nat King Cole;
- Uma mulher maravilhosa ao lado;
- Um brinde e um sorriso verdadeiro;
- Um abraço quentinho;
- Um longo e molhado beijo na boca.

Depois, pegue a princesa no colo e leve-a para o quarto, ou para a sala, ou para o armário ou para aonde quiserem.

Faça com ela o que ela permitir ou o que ela pedir, mas seja carinhoso ao extremo e sincero ao extremo.

Abrace-a e durma abraçado...

Acorde com o despertador as 05h30m da manhã e ouça ela dizer com aquela voz delicada:

- Desliga essa porcaria que eu quero dormir !

Responda assim: - Claro meu amor, é pra já !

Faça deste jeito e tudo vai esquentar na sua vida.

GM

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pelé e a segregação na indústria da música



Durante a copa do mundo de futebol de 1962, no Chile, Pelé se contundiu feio logo no segundo jogo.

Ele teve um forte estiramento no músculo da panturrilha direita e ficou de fora da copa até o final.

Como expectador, viu seu substituto (Amarildo, o “possesso”) ajudar Garrincha a levar o Brasil ao bicampeonato mundial.

Ainda como expectador, foi entrevistado pelo americano Sonny Clarck, jornalista do Times, que lhe fez uma série de perguntas sobre o futuro do futebol brasileiro.

Paulo Francis, ao lado, meio irrequieto e visivelmente nervoso, acompanhava a entrevista.

Ao final da conversa o americano agradeceu a Pelé a entrevista concedida e, despedindo-se de Paulo Francis, disse que Pelé era um grande atleta, “... um orgulho para a raça dele...”.

Paulito Francis, já meio estrábico e míope, teria respondido que “... sim, Pelé era um orgulho para a raça dele... a raça humana...”!

Essa estória, que ouvi da boca e dos dentes de meu tio Arlindo, nos idos de 81, serve de aquecimento e pano de frente para outra questão:

E quem disse que existe música negra ou música branca ?

Só quem insiste em rotular a criatividade e a arte para que esta se encaixe em esquemas comerciais.

Quando foi que alguém disse para Sinatra: - Você é um grande cantor branco !!

Nunca.

Basta vermos uma mulher negra linda e deliciosa cantando um jazz sexual, como a nova Esperanza Spalding o faz, por exemplo, para que um crítico a rotule como “a mais sensual voz negra do jazz dos últimos anos...”.

E desde quando voz tem cor, no sentido literal da palavra ?

Mulher negra linda é, como já disse aqui, apenas uma mulher linda. Ou você diria que Juliete Binouche, apenas como exemplo, é uma mulher “branca” linda ?

Sou contra o rótulo das cores na música.

Sou a favor da música, como manifestação de arte e de um processo criativo único, que não se repete.

Black Music é Black Music apenas na capa do disco e na cor do vinil. Nos ouvidos soa como música, apenas.

No final, esse processo criativo todo, seja o artista branco ou negro, sai do cérebro; e até aonde eu fui informado, todos os cérebros são cinzas.

GM

terça-feira, 7 de junho de 2011

Get Back, o projeto que não aconteceu




Eram os piores dias dos Beatles.

Musicalmente eles pouco se entendiam. O clima era péssimo. Havia muita briga por razões financeiras e pelos projetos que deram muito errados: a botique e a gravadora Apple.

Meados de 1969.

As gravações eram um tédio. Os arranjos era reproduzidos por uma execução desatenta e pouco ensaiada. Logo eles, exímios instrumentistas.

Foi quando George Martin, o produtor teve uma idéia: fazer um disco e um especial para o cinema ao mesmo tempo. Uma espécie de making off das gravações, com cenas verdadeiras de ensaios e trabalhos em estúdio.

A idéia era ótima. E o projeto foi batizado como Get Back.

Na prática nada aconteceu bem.

Mais uma decepção e mais um engano. Os quatro, quando juntos, pareciam mais perdidos do que músicos que nunca ensaiaram juntos.

Olhares distantes. Brigas. Yoko Ono o tempo todo no estúdio.

Quando foram gravar a música título do disco (Get Back), não houve consenso para quem iria tocar o piano.

Paul não quis. John achou o arranjo ridículo. Como solução chamaram o incrível Billy Preston, um pianista talentoso, versátil, com uma mão mão no soul e outra no blues.

O resultado foi incrível e pode ser visto no vídeo da gravação, disponível na web.

Por aquele instante, muito breve, menos que 05 minutos, os quatro voltaram a ser Beatles e a música voltou a agradecer, como uma dama lisonjeada.

Esses caras fazem muita falta !

GM

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O segredo da picanha lentinha



Comece sem pressa.



Bem lentamente, vá a um bom supermercado e procure na seção de carnes boas, uma boa picanha bovina.


Não precisa ser uma picanha de novilho. Apenas uma boa picanha, com uma generosa cobertura de gordura e pesando, no máximo, 980 gr.


Ainda sem pressa leve-a para casa.


Separe uma boa faca de corte, um garfo duplo e mais ou menos um punhado e meio de sal grosso.


O sal deve ser bem branquinho, sem sujeiras e sem nenhum tipo de humidade.



Ainda com velocidade de tartaruga, comece a abrir a picanha pela parte posterior dela (a parte mais grossa). Faça um corte longitudinal, de leve, como quem acaricia uma mulher, e vá aprofundando o corte sem rasgar a carne.


Delicadamente coloque sua mão dentro da picanha e comece a virá-la por partes.


Muita calma nesta hora, pois ela á sensível como uma menina virgem, ou como uma senhora de TPM.


Vire-a por completo e comece a colocar o recheio:


- Requeijão;


- Cebola;


- Alho;


- Tomate picado;


- Farofa de linguiça;


- Bacon.


Depois feche com carinho costurando com linha e agulha ou palitos de dente (novos !!!) daqueles maiores.


A esta altura, certifique-se de que a brasa da churrasqueira está forte, alta, mas sem fogo, generosa como uma fêmea carente e justa como uma esposa fiel.


Coloque sua mão aberta com a palma virada para baixo em cima da brasa, mais ou menos 20 cm acima.


Se o calor não permitir que você fique com a mão ali, por mais de 05 segundos, é porque o fogo está bom.


Sem pressa, ponha a picanha recheada, costurada e untada por fora com manteiga de aviação, na grelha e leve-a à brasa.


Como um abraço bem quente, observe o fogo ir dourando a danada e deixando-a no ponto.


Depois de 20 minutos vire-a.


Depois de mais 20 minutos, vire-a de novo.


Quando estiver morena, como uma musa da praia, levante uns 10 cm acima da posição anterior e deixe mais 10 minutos.


Pronto !


Retire do fogo.


Sem pressa, corte devagar, com uma faca boa, em boas fatias de 01 cm cada.


Ainda lentinho, escorregue para um prato bem branquinho e sirva com arroz branco e farofa amarela.


Acompanhe com um tinto malbec, justo, qualquer, barato mesmo.


Isto não é um roteiro, é apenas uma pequena dica de amigo.


Você pode fazer do jeito que quiser...do seu jeito.


Mas faça tudo sem pressa !


Elas vão gostar mais...


GM

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mastela, perfeito para a ocasião



Sem preconceito e sem falso glamour, os tintos brasileiros cada vez mais ganham espaço na mesa do consumidor brasileiro e nas prateleiras das boas lojas do ramo.

De uns tempos para cá me dedico a encontrar bons tintos brazucas, degustar e compartilhar com todos a experiência.

E com esse tempo frio, serrano e montanhês, nada melhor do que um bom tinto para aquecer a alma.

Minha dica de hoje é o vinho Mastela, tinto, seco, feito com uvas bordeaux selecionadas e que representa toda a tradição gaúcha no cultivo de uvas vitiviníferas.

Harmonize com o que você gostar, pois esta estória de harmonização clássica é pura bobagem; eu por exemplo, harmonizo com cafuné e beijo na boca.

Recomendo !

GM