quarta-feira, 30 de outubro de 2013

As 10 mulheres mais lindas dos últimos 100 anos

Toda lista já nasce injusta.

Qualquer ranking, coleção, arrazoado ou mesmo pilha de ideias, já vem ao mundo inconsistentemente, exatamente como o nariz daqueles que fizeram a essa mesma lista.

Eu mesmo, aqui neste blog, já  fiz as minhas.

Sim, amigos, meu nariz também inconsiste, e muito !

Mas  hoje, os editores da revista Bula (www.revistabula.com) foram além de qualquer narigada previsível (que me perdoe  aqui Cirano de Bergerac).   E aquém, muito aquém, de qualquer civilidade estética.

Primeiro, editaram uma lista de beldades seculares sem me consultar.  Um absurdo !!

Depois, fizeram o trabalho com primas e requintes  de injustiça.

Que falta de senso plástico, ou, no mínimo, de democracia sensual ! Perguntassem a mim, ora bolas !  Mas não o fizeram !   Míopes, do potencial de minha colaboração !

Mas na verdade, a lista só tem cavala, como  diria meu nobre  amigo Micai.   E eu concordo !  Uma cavala  mais  espetacular e mais galopável que a outra, mas, de fato, e infelizmente, nenhuma brasileira !

Rasguem-se, pois, todas as listas !  O Brasil é a mátria e a pátria das mais belas guloseimas biológicas do sexo feminino ! Nestas terras brazucas, Deus ousou  criar e recriar o rebolado mais apetitoso do mundo !

Sim !  Somos a  terra das gostosas e das bonitas !  Graças a Deus e ao finado e saudoso Vinícius de Moraes, que do assunto entendia e praticava como poucos.

Mas que lista é esta ?

Grace Kelly, em 10º - Delícia angelical !
Catherine Deneuve, em 9º - Gostosura ambulante !
Charlize Theron, em 8º - Bockbuster de todas as tetas !
Marilyn Monroe, em 7º - Mãe de todos os  desejos masculinos !
Monica Bellucci, em 6º - A morena mais espetacular da face da Terra !
Audrey Hepburn, em 5º - Sensualidade sofisticada!
Brigitte Bardot, em 4º - A boca mais desejada da história !
Sophia Loren, em 3º - O tipo de mulher que enlouqueceria qualquer um !
Claudia Cardinale, em 2º - O umbigo mais perfeito do universo !
Jenniffer Connelly, em 1º - Já era deliciosa desde os tempos do filme "O Labirinto", com David Bowie.

Uma beleza de lista, não acham ?

Eu tenho apenas uma pergunta sexual: CADÊ A SÔNIA BRAGA ????

Injustiça  !  Uma bela e gostosa Injustiça !

GM




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes

Homenagem simples, como ele era em vida.

Vinícius foi poeta menor. Maior era sua obra.

Tenho várias razões para gostar muito das letras e da  poesia de Vinícius de Moraes.   Não vou citar nenhuma aqui.

Vou apenas ouvir "Garota de Ipanema", a segunda música mais executada, reproduzida e versionada do mundo (atrás apenas de "Yesterday", um block buster apocalíptico).

Desde os idos de Guido D'Arezzo poucos deram contribuição tão simples e tão bela à musica mundial.

Coisas de Ipanema, mas da Gávea Também !

GM

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

E o que seriam mais 04 anos de PT, à frente do executivo federal ?



Aos meus arraigados e vermelhos amigos, peço desculpas antecipadamente, mas, ideologias à parte,  04 anos adicionais de PT em DF, seria como uma mistura de "Viagem ao Fundo do Mar", com "Perdidos no Espaço".

Quem viu, entendeu e quem viver, verá.

Nos encontramos, então, no Brasil de  lá, se sobrar alguma coisa !

GM

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A Santíssima Trindade...do terror !


Cinema.

Para muitos, a sétima arte !

Para tantos, como eu, terapia e desconexão necessária com o mundo real.  Melhor, muito melhor do que Lexotan 6 mg.

Gêneros no cinema ?  Muitos.  Ação, ficção, romance. aventura, drama, suspense, documentários, musicais  e, também, o bom e velho terror.

Me ocupo de todos os gêneros, mas tenho um carinho besta e especial pelo gênero terror, aquele que terrifica.

Em conversa com meu filho, tentei organizar uma lista ideal dos melhores filmes de terror que pude assistir, pasmar, gritar e correr.  De brincadeira, lembramos até de uma bela frase anônima, que cristaliza bem o  sentimento do cinéfilo, pelo gênero terror:

"...ficar em casa à noite sozinho é muito bom...até  você  escutar o  primeiro barulho  estranho...".

Ótima frase para quem gosta de sentir um medinho, vez em quando.

E a  lista ?  Seria (e é...) injusta, como todas as listas. Mas, qual o que?  Melhor  fazê-la e aguardar as pedras, do que não  fazê-la, e tropeçar nas mesmas.

Fi-la, então, se me permite aqui o espírito de Jânio Quadros, a emenda de um jargão tão peculiar.  Fiz a lista  sem  pensar  na lista e tentando lembrar, aí sim, dos  próprio filmes:

1. Halloween (1978) - Sensacional...apavorante !  Trilha sonora  digna de encaminhar qualquer um para uma terapia de 10 anos, de tão arrepiante que é !   Direção de John Carpenter e marca a estréia  de  Jamie Lee Curtis nas telonas.

2. O Exorcista (1973) - Medonho...congela o sangue na carótida !  Até hoje me apavora. Recomendo para reaproximar casais que precisam de um pretexto  para dormir agarradinho...neste caso, o pretexto será o medo mesmo !

3.  O  Bebê de Rosemary (1968) - Obra-prima de Roman Polanski com interpretação perfeita de Mia Farrow.   Um filme digno de um tratado de psicanálise ! Terrificante e apavorante, perfeito para uma bela, fria e medonha noite chuvosa.

Por favor, assistam sim, mas acendam as luzes antes de dormir  !

GM

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O caminho é seguir por ele, um passo de cada vez

Aprendi desde cedo a dar  o melhor de mim mesmo em tudo o que faço.

Mais recentemente aprendi a entender a força daquilo que é  suficiente, sem me importar se é o que esperam, ou se é o necessário.

Entrego apenas o meu melhor, nos meus limites, lidando bem com as forças da suficiência.  A própria palavra explica bem isso.

Aprendi também a esperar confortavelmente os resultados, sabendo que eles não poderão me afetar mais do que o de costume.

Ouço uns discos.  Abro uns vinhos.  E tudo se ajeita.

Na verdade sempre foi desse jeito, eu é que não percebia, não via e não ouvia.   Agora eu ouço o silêncio.

Ao meu lado, mulher, filho, família e amigos, os de lei. 

Pela frente, os caminhos.

Sigo sabendo que nada se controla, mas tudo se aceita.

Respirando.

GM

domingo, 29 de setembro de 2013

Faroeste Caboclo, 26 anos depois


A primeira vez que tive contato com "Faroeste Caboclo", não foi através da música.

Tenho certeza de que ainda não havia escutado a  música, quando, em 1987, li no JB uma matéria no "Caderno B", que apresentava ao grande púbico, o fenômeno que a música havia se tornado.

Uma matéria que teve de minha parte, quase nenhuma atenção.

Eram idos de 1987 e naquela fase, eu era então guerrilheiro e combatente da ativa atuando nas fileiras da MPB.  De Chico a Vandré, eu só ouvia acordes dissonantes e letras, pelo menos um pouco, complexas.

Ainda bem que pouco tempo depois, me tornei um ouvinte mais flexível e, por isso mesmo, mais completo.

Mergulhei de cabeça no movimento BRock e me achei nos acordes mais simples e crus de plebes e rudes, que faziam a cena voadora do RJ pré-Rock in Rio.

Sim, eu estava lá !

Li a matéria e pirei completamente.  O repórter falava da coragem da letra, da simplicidade harmônica e da beleza brasileira, contemporânea, escondida nas entrelinhas.

Era poesia concreta, e eu, na época, não me dei conta disso.  Era Bob Dylan e seu furacão e eu, também, não me dei conta disso.

Semanas ouvindo o hit na Fluminense FM (saudades...) e também espetando o LP da minha irmã na bela pick-up que ela tinha, foram suficientes para me santificar.

Se eu já respeitava Legião por "Andrea Doria", "Acrilic on Canvas" e "Baader Meinhof Blues", passei a canonizar a banda, após entender as entrelinhas de João de Santo Cristo.

Naquela época, quando escutava a música, várias imagens me vinham a cabeça.  Como num filme, a cena do duelo, a cena de João chegando em DF e a cena de uma rockonha qualquer, sempre eram imaginadas.

Engraçado foi assistir a essas cenas, vendo o filme hoje e comparando com as imagens mentais que eu produzia em 1987.

Um pouco decepcionado e, também, um pouco surpreso, muitas cenas seguiram o meu roteiro mental, tão próprio, e outras não.

Tudo bem.

Mas de fato fico com a sensação de que o roteiro era meu, as imagens, minhas, e toda aquela estória compartilhada na época, in loco, por mim, eram posses também.

Era como se eu fosse dono da estória por detrás da letras, e como se eu estivesse muito ofendido por não ter sido ouvido pela produção, antes da letra virar filme, e da música virar trilha.

Um pouco mentira e um pouco verdade, afinal, eu fui apenas mais uma, entre tantas outras, testemunhas vivas daqueles dias.

Sorte a minha.

Vi o filme hoje,  26 anos depois de ter tido contato com a música e de ter aprendido seus 02 acordes básicos e ter decorado sua letra épica.  Parece que foi ontem.

Gostei do filme, e me senti um pouco nostálgico, mesmo discordando de alguns exageros na estética e na linguagem.  Aprovei o trabalho, me sentindo um pouco parte daquilo tudo.

Sim. sorte a deles.

GM

sábado, 28 de setembro de 2013

Zimbo Trio e Doobie Brothers


Por que será que ninguém, ou quase, mais ouve Zimbo Trio ?

Talvez, pela mesma razão que poucos de hoje ouvem Doobie Brothers.

Enquanto o excepcional trio brasileiro se inspira no samba e no jazz, para criar uma música única, talvez só comparável ao trabalho de Milton Banana, a grande banda americana funde o blues, o gospel e o rock e nos presenteia com uma música de primeiríssimo nível.

Mas quem liga pra isso ?

Pra eles e para Tom, Chico, Caetano ?  Bob Dylan, Stones e Beatles ?  Quem os ouve ?  Ou melhor, aonde os ouvir ?

Digo e repito que desde anos nossos ouvidos tem sofrido um sério processo de imbecilização, que é devido, entre ouros motivos, a necessidade da indústria e a falta de espaços correntes.

A indústria musical, digo, a barata, precisa vender e, para isso, ocupa os espaços, com tudo o que na minha pequena opinião, não presta.

Tente ligar o rádio.  Esqueça...

Experimente a TV. Ridículo...

Como nem todos tem a oportunidade de ouvir em casa algum material decente.  Como nem todos tem acesso a uma pequena coleção ou mesmo a uma pilha de discos velhos, sobra o que o sistema manda.

E o sistema está produzindo muito, de nada e divulgando muito, também de nada.

O meu alerta é simples: as mentes dos jovens de hoje, os mesmos que serão os senhores de amanhã, estão sendo dia-a-dia reduzidas a uma massa sem crítica.  Imbecis manipuláveis a espera do próximo jargão e do próximo refrão.

A música é apenas um exemplo.  Procure produção consistente, hoje, na literatura, no cinema ou na TV.  Perda de tempo.

Tudo está banalizado.  Tudo é axé.  Tudo é raso e simplesinho, afinal,  se não fosse assim, nossos jovens, muitos deles, não seriam capazes de entender.

Complicar é demais.  Não !  De outro modo, eles seriam obrigados a pensar.  E isso, hoje, parece ser um absurdo.

Acordar é preciso, ou nosso próximo presidente da república pode ser um cidadão chinês e não me refiro a etnia, e sim a cidadania.

Axé, Brasília !

GM