terça-feira, 20 de julho de 2010

Lady Gaga

Jogou aonde ?

Eu sou da época que para se fazer música eram necessários músicos.

E para se ouvir música eram necessários ouvidos, não glúteos !

GM

segunda-feira, 19 de julho de 2010

No litoral das Alagoas

Primeiro foi Maceió, que deu as caras mostrando uma vocação tardia para o que é urbano, graças a Deus.

Depois foi toda uma sequência de belezas naturais do litoral norte de Maceió a Maragogi.

Me chamou a atenção principalmente foi São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, além da própria Maragogi.

Sol e mar. Ar puro e o som das ondas.

Restaurantes à beira mar, cerveja gelada, caipirinhas e redes preguiçosas convidando.

Aonde é que eu estava antes disso ?

GM

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O gado de Viracopos

Gado.
Aquele mesmo que fica a espreita na engorda. Aquele mesmo que segue encarneirado para o abate.
Gado. É como me sinto toda vez que preciso ir ao Aeroporto de Viracopos.
Cena 1 - Estacionamento:
Lotado. Depredado. Escuro. Esburacado. E sempre com cerca de 20 vagas protegidas e reservadas por uma correntinha de aço, erguida no pátio.
Perguntei a funcionário, desuniformizado e barbudo, por que aquelas vagas estavam bloqueadas. Ele me repondeu taciturnamente e de olhos baixos que era reserva para idosos e deficientes físicos.
Ato contínuo emendei: - Acho que vi um deficiente que acabou de estacionar aqui dando uma carreira digna de Carl Lewis ! Um verdadeiro atleta !
E a resposta: - Ordens da gerência...ordens da gerência...
É...ordis é órdis ! Por 20 pilas "por fora" minha vaga estaria garantida.
Cena 2 - Banheiro:
Aqui há uma grande inovação. Viracopos inventou patenteou o primeiro banheiro químico in-door.
Muito bom !
O cheiro lembrava um muito o odor das piores rodoviárias do Brasil. O chão estava lodoso. Faltava papel higiêncio e papel toalha. Uma latrina pública.
Cena 3 - Cafeteria:

Fila quilométrica. Apenas duas atendentes no balcão. Todas as mesas sujas e cheias de restos. Lata de lixo ao lado do balcão de consumo repleta de imundices. E o pior...sem pão de queijo:
- Um expresso e um pão de queijo, por favor.
- Expresso só da máquina automática, senhor (sem sorriso, sem olhos-nos-olhos).
- E a máquina de expresso ali do lado ?
- Está desligada, senhor.
- Hum...Hum...me dá o expresso que você tiver e um pão de queijo.
- Pão de queijo acabou, senhor.
- Acabou? Mas o aeroporto está lotado ?
- Acabou, mas posso estar fazendo para o senhor...15 minutos.
- Bate no cara que fez a previsão de vendas !
- O que disse, senhor ?
- Hã...esquece.

E como gado, bem comportado, talvez um malhado ou um nelore, segui para o embarque cabisbaixo e feliz.
Como é bom ser brasileiro !

GM

terça-feira, 13 de julho de 2010

George Orwell e Pedro Bial

Pedro Bial deveria ler mais George Orwell. Mais 1984 e menos A revolução dos Bichos.

Ainda bem que George Orwell nunca leu Pedro Bial...em 1949 ainda não tinham inventado o Lexotan 6 Mg.

Desliga a TV, menino !!!

GM

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Recado

Alguns dos erros que cometemos nesta vida, são reflexos do nosso medo infantil de dizer não.

Às vezes, escolher é tudo o que nos resta.

GM

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A bela da tarde da rua da Quitanda

No Rio invariavelmente me sinto em casa.
Nativo do Gambôa e criado na malandragem de Mesquita, sempre me sinto bem quando tenho que voltar, por qualquer razão, as terras da França Antarctica.
Desta vez, mais uma, voltei por razões profissionais e por sorte, não tive almoços nem jantares de "negócios".
Logo na primeira noite consegui encaixar um jantar com minha irmã, sobrinha e cunhado. Beth, Sérgio e Natália chegaram cariocamente atrasados, como eu provavelmente faria se não tivesse me tornado um homem stressado.
Conversa solta, lembranças, risadas, saudades, um tinto chileno justo e rondellis e risotos à vontade. Foram as duas horas mais rápidas que este ano viu passar.
Nos despedimos com a promessa de um almoço, no dia seguinte, no centro do Rio. Desta vez a idéia era arrebanhar meu irmão. E assim combinamos: meio-dia na rua da Quitanda, Centro velho do Rio.
Cheguei primeiro. Liguei seis vezes para eles, me certificando de que viriam. Beth chegou depois, com um sorriso incrivelmente parecido com o de minha mãe. Estava linda.
Roberto chegou por último. De longe me deu de presente um sorriso português sincero. De perto me deu um abraço forte. Me emocionei.
Almoçamos rápido, pois todos tínhamos horários apertados. Mesmo assim, foi perfeito ! De novo uma mistura de bons sentimentos tomou conta do lugar. Muita saudade e uma sensação urgente de parar o tempo ! Sentíamos a ausência que criamos um do outro.
Um adeus com sentimento de brevidade. Mais abraços e mais promessas de outra vez sermos três.
Caminhando de volta me surpreendeu um achado na própria rua da Quitanda: o Bistrô-CD-Centro. Um lugar incrível, com prateleiras repletas de CD´s raros, novos e usados; bons livros, bons DVD´s...tudo perfeito. No sub-solo um delicioso café é servido com arte no Bistrô. Ao redor nas paredes e teto, fotos de artistas em estilo noir, cartazes de filmes e capas de discos.
Harmonia idêntica a que tentei montar em minha casa, no meu cantinho preferido de Itu.
A loja, que funciona na rua da Quitanda 3B, além de bela, tem uma atmosfera incrível. O bistrô, além de charmoso, serve um expresso cremoso, italiano e disciplinado.

O conjunto da obra merece um Oscar, ou um aplauso, ao menos.

Recomendo.

GM

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lendo aqui, ouvindo ali e mantendo o Domingão do Faustão desativado

SIM, recomendo:

- A biografia do Chico Buarque desenhada por Wagner Homem. O autor consegue escrever o roteiro da vida do Chico sem pieguices e sem fanzinices. O texto é leve e os dados biográficos foram seriamente pesquisados. Vale a pena para quem curte algo mais que a obra do velho mestre, que foi considerado um dos estruturadores da MPB, ao lado de Pixinguinha, Noel Rosa e Tom Jobim. Saiu pela editora Leya e custa menos de R$ 30 pilas.

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- O disco Me and Mr. Johnson, de Sir. Eric Clapton. Nesta releitura da obra do criador do Blues e influenciador de nomes como John Lee Hooker e Muddy Waters, Clapton se despe de toda a palhaçada das produções em 32 canais e cospe um Blues seco e cru. Quase igual ao velho mestre. Clapton, quando uma vez questionado sobre o que achava de umas pixações que apareceram em muros do centro velho de Londres, na década de 60, com os grafites "Clapton is God", teria respondido: "Me agradaria mais se tivessem pixado "Johnson is Devil"".
Coisas de Eric Clapton.

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- O filme Adeus Lenin ! Do diretor alemão Wolfgang Becker, que conta a estória da queda do muro de Berlim pela ótica de um conflito familiar aonde uma mãe se mostra favorável ao comunismo, e sofre uma parada cardíaca ao perceber a inclinação capitalista do filho. Para remediar, o filho recria artificialmente todo um universo marxista (notícias, pessoas, objetos), tentando, por amor, fazer com que a mãe não perceba que o capitalismo venceu e o muro caiu.
Divertidíssimo.

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NÃO recomendo:

- O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão !
O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão ! O Domingão do Faustão !
TV imbeciliza !

GM