Saiu a atualização da RIAA/BPI da lista dos artistas (cantores ou bandas) que mais venderam discos em todo o mundo, na história da produção fonográfica.
A lista é quente, no Brasil foi validada pela ABPD e divulgada nos principais canais especializados.
Algumas surpresas interessantes ocorreram e outras confirmações e certezas que todos já tínhamos, também.
O maior vendedor de discos da história continua sendo Elvis Presley, com esta última atualização, já ultrapassa a casa de 1 bilhão de cópias vendidas.
Em segundo lugar vem os Beatles, também com 1 bilhão de cópias vendidas, sendo a metade, depois da dissolução da banda.
Em terceiro vem o branquelo Michael Jackson, com míseras 750 milhões de cópias, sendo 100 milhões ainda da época do Negritude Júnior, também conhecido como Jackson Five, de quem sou fã confesso.
E olha que só do Thriller o cara vendeu mais de 500 milhões de cópias !!! De longe o disco mais vendido do planeta !!!
A lista segue com a seguinte vendagem em milhões de discos:
Abba - 370 milhões;
Queen - 300 milhões;
Madonna - 300 milhões (dos quais eu, graças à Deus, não comprei nenhum !);
Bob Marley - 250 milhões;
Elton John - 250 milhões;
Julio Iglesias (???) / Pink Floyd / Rolling Stones - 200 milhões.
A lista segue mais ou menos obviamente até que...percebo um cenário verde-e-amarelo surgindo de longe.
Sim, é Roberto Carlos (o nosso Bob Charlie) com incríveis 120 milhões de cópias vendidas !!!
Exato ! Roberto Carlos é o 37º cantor mais vendido da história da produção fonográfica do mundo !!
Para se ter uma melhor dimensão disso, basta comparar com Sinatra, que vendeu 150 milhões de cópias !!!
Vamos ver quem o nosso nobre comedor de muqueca capichaba supera...de quem o nosso rei ganha, em vendagem de discos:
The Who / Carpenters / Rod Stewart / Phil Collins / Paul McCartney (single) / Metallica / Pavarotti / Guns'n Roses / Dire Straits / Deep Purple...isso para citar os que estão na faixa de 100 milhões de cópias !!!
Se formos falar dos que estão abaixo de 100 milhões a lista seria maior e incluiria:
BB King / Santana / Ozzy Osbourne / Scorpions / Bob Dylan e Bryan Adams...!
Parabéns ao Robertão e a música brasileira !
GM
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
UB 40
Escutei nesta segunda, insana e feriada, um disco interessante que ganhei de minha sobrinha.
De nome "Brazil" (com "Z", mesmo), o disco traz regravações de clássicos do pop-rock por alguns caras bem interessantes da cena brazuca.
Achei muito boa a renovada versão de Gilberto Gil para um clássico do reggae e do mestre Bob: "Everylittle thing is gonna be all right". O ex-ministro, graças a Deus, é um músico de verdade e um político de mentira. Reescreveu de forma poética os arranjos e caprichou na voz em falsete.
O cara é profissional.
Também gostei muito da Fernanda Abreu numa versão cool para "Rock With You", lançada originalmente pelo, ainda, negão Michael Jackson no fantástico disco "Off the Wall" de 1979.
Estava repassando tranquilo a audição de Gil para o aqui já citado clássico do Bob, quando meu vizinho gritou por cima do muro: "...legal, mas reggae mesmo é UB 40...toca aí...!"
Não. Não, não, não...nãozinho, não mesmo, a-hã, de jeito nenhum, não, na-na-ni-na-não...e não !
Primeiro, que graças a Deus não há registro audível do UB 40 na minha casa. Segundo, que eles não são reggae. Terceiro, que os caras são brancos...e ingleses !!!
Não. Nadica de nada.
Certa vez ouvi "Red, Red Wine" talvez o único hit dos branquelos de Birminghan, e detestei !
Uma levada semi-reggae estudantil, cercada de arranjos babaquinhas e, acima de tudo e bem à vista do público, bastante efeito Duda Mendonça.
Não. Não mesmo. Não dá.
De raiva, para o vizinho, e alegria, para mim, espetei na vitrola o cafuzo Nelson Cavaquinho, com a mega poesia de "A Flor e o Espinho".
Enquanto virava a picanha de lado e tragava mais um sorve de meu malbec, cantarolava feliz: "...tire o seu sorriso do caminho...que eu quero passar com a minha dor...".
Afinal, para que servem os vizinhos ?
GM
De nome "Brazil" (com "Z", mesmo), o disco traz regravações de clássicos do pop-rock por alguns caras bem interessantes da cena brazuca.
Achei muito boa a renovada versão de Gilberto Gil para um clássico do reggae e do mestre Bob: "Everylittle thing is gonna be all right". O ex-ministro, graças a Deus, é um músico de verdade e um político de mentira. Reescreveu de forma poética os arranjos e caprichou na voz em falsete.
O cara é profissional.
Também gostei muito da Fernanda Abreu numa versão cool para "Rock With You", lançada originalmente pelo, ainda, negão Michael Jackson no fantástico disco "Off the Wall" de 1979.
Estava repassando tranquilo a audição de Gil para o aqui já citado clássico do Bob, quando meu vizinho gritou por cima do muro: "...legal, mas reggae mesmo é UB 40...toca aí...!"
Não. Não, não, não...nãozinho, não mesmo, a-hã, de jeito nenhum, não, na-na-ni-na-não...e não !
Primeiro, que graças a Deus não há registro audível do UB 40 na minha casa. Segundo, que eles não são reggae. Terceiro, que os caras são brancos...e ingleses !!!
Não. Nadica de nada.
Certa vez ouvi "Red, Red Wine" talvez o único hit dos branquelos de Birminghan, e detestei !
Uma levada semi-reggae estudantil, cercada de arranjos babaquinhas e, acima de tudo e bem à vista do público, bastante efeito Duda Mendonça.
Não. Não mesmo. Não dá.
De raiva, para o vizinho, e alegria, para mim, espetei na vitrola o cafuzo Nelson Cavaquinho, com a mega poesia de "A Flor e o Espinho".
Enquanto virava a picanha de lado e tragava mais um sorve de meu malbec, cantarolava feliz: "...tire o seu sorriso do caminho...que eu quero passar com a minha dor...".
Afinal, para que servem os vizinhos ?
GM
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Lou Reed - New York
Nunca fui muito fã do Velvet Underground.
Na verdade nunca entendi muito bem o movimento punk-rock. Das origens tudo bem, era mesmo preciso romper com aquela estética ruminante do glam-rock e da disco music. Afinal, quem é que se lembra das bonecas do NY Dools e dos mega hits de Olívia Newton-John ?
Dá licença...
Neste sentido, como purista, e entendendo que os caras queriam espaço para vomitar, eu consigo entender o punk e até curtir algumas coisas dos Sex Pistols, do Clash, dos Ramones e do PIL.
Mas o Velvet, não.
Não conseguia e ainda não consigo engolir a imagem de garotos rebeldes, mas muito bem remunerados...as jaquetas italianas...a imagem da quase-cantora Nico.
Tudo muito plástico, inclusive a influência de Andy Warhol.
Não dá, mesmo.
Exceto, talvez, por Lou Reed. Ele sempre me pareceu ser muito mais música do que atitude. A prova disso é que saiu do Velvet e continuou produzindo bem e gravando também.
Quando ouço Lou Reed me lembro de caras como Johnny Cash, que cantava baixinho e sussurrava no ouvido dos microfones letras agressivas e vermelhas.
Com Reed é a mesma coisa.
O disco New York, por exemplo, ainda conserva a juventude dessas letras taradas e daqueles arranjos com a simplicidade e a idiotice punk, arrredondados por um pitada de country & western e R&B.
O disco é muito bom. E continua sendo apesar de ter sido lançado na década de 90.
Sempre que quero ouvir algo mais relax, espeto esse carinha na agulha e o resultado é sempre muito punk...só que de verdade !
Recomendo.
GM
Na verdade nunca entendi muito bem o movimento punk-rock. Das origens tudo bem, era mesmo preciso romper com aquela estética ruminante do glam-rock e da disco music. Afinal, quem é que se lembra das bonecas do NY Dools e dos mega hits de Olívia Newton-John ?
Dá licença...
Neste sentido, como purista, e entendendo que os caras queriam espaço para vomitar, eu consigo entender o punk e até curtir algumas coisas dos Sex Pistols, do Clash, dos Ramones e do PIL.
Mas o Velvet, não.
Não conseguia e ainda não consigo engolir a imagem de garotos rebeldes, mas muito bem remunerados...as jaquetas italianas...a imagem da quase-cantora Nico.
Tudo muito plástico, inclusive a influência de Andy Warhol.
Não dá, mesmo.
Exceto, talvez, por Lou Reed. Ele sempre me pareceu ser muito mais música do que atitude. A prova disso é que saiu do Velvet e continuou produzindo bem e gravando também.
Quando ouço Lou Reed me lembro de caras como Johnny Cash, que cantava baixinho e sussurrava no ouvido dos microfones letras agressivas e vermelhas.
Com Reed é a mesma coisa.
O disco New York, por exemplo, ainda conserva a juventude dessas letras taradas e daqueles arranjos com a simplicidade e a idiotice punk, arrredondados por um pitada de country & western e R&B.
O disco é muito bom. E continua sendo apesar de ter sido lançado na década de 90.
Sempre que quero ouvir algo mais relax, espeto esse carinha na agulha e o resultado é sempre muito punk...só que de verdade !
Recomendo.
GM
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Feriado em Brasíla
"...e que tudo-o-mais, vá para o inferno..."
São mais 12 anos...senta que lá vem estória !
GM
Roberto Carlos, o Braga & Erasmo Carlos, o não-Braga.
São mais 12 anos...senta que lá vem estória !
GM
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Luto Oficial
Em função do falecimento da Srª Democracia, ocorrido na data de ontem, este blog está de luto oficial por 03 dias.
A desgraça era francamente anunciada e quem quiser seguir o féretro, que fique á vontade.
Eu me recuso !
GM
A desgraça era francamente anunciada e quem quiser seguir o féretro, que fique á vontade.
Eu me recuso !
GM
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Sinatra
Comprei algumas preciosidades num sebo de Itu: 05 ou 06 bons discos e algo mais que me alegrou.
Voltei pra casa à tempo de preparar o bacalhau para meus amigos Caiano, Renata e o filhote Toninho.
Após tudo no forno, porções nada espartanas, tive tempo livre ao ócio criativo...obrigado Domenico De Masi !!!
Me dediquei então ao cultivo daquelas sementes que havia comprado em Sorocaba. Comecei limpando os discos com álcool isopropílico (aquele mesmo que a modelo Kate Moss disse usar na periquita uma vez por mês...cada bebum com seu tipo de álcool e seu respectivo tipo de aplicação - o meu é para beber !!!).
Depois de tudo limpinho, espetei na agulha o que mais queria ouvir: Sinatra, The Main Event. Gravado ao vivo em 13 de outubro de 1974, no Madison Square Garden, na saudosa NYC.
Esse petardo, produzido pelo maestro Don Costa (o pai da Nika Costa, lembra de "Oh My Own" e também de "Midnight" ???), é arrebatador !
Não tenho muitos CD´s do Sinatra, talvez 05 ou 06. Também não tenho muitos discos do Sinatra, talvez 06 ou 07... mas agora tenho esse.
Espetei o LP direto na faixa "The Lady is a Tramp" e logo me imaginei de volta ao "Taver on the Green" no Central Park, bebendo um vinho barato e cheiroso !
Caramba !
Segui ouvindo "Let me Try Again" e um pequeno milagre ocorreu: minha mulher que estava distante, distraída nas profundas paragens de um livro gostoso e, meu filho, que estava pertinho logo alí em Plutão, súbito, juntaram-se a mim.
A patrôa, com coxas roliças e bem depiladas, exibidas e oferecidas, se juntou ao mim e aos ácaros no sofá.
O molecão, completamente dentro do mais absoluto e delicioso nada, mergulhava à seco nas páginas de Júlio Verne.
Sinatra...o único presente...embalava a todos com seus braços rosados de vinho e cheios de manchas senis.
Fantástico !
O disco fecha com "My Way" e com muitas risadas pra dentro.
Minha mulher me sorriu sugestiva com os olhos, enquanto meu filho já estava à guarda de Morpheus.
Que bom que estou vivo nesse minuto !
O resto que se dane !
GM
Voltei pra casa à tempo de preparar o bacalhau para meus amigos Caiano, Renata e o filhote Toninho.
Após tudo no forno, porções nada espartanas, tive tempo livre ao ócio criativo...obrigado Domenico De Masi !!!
Me dediquei então ao cultivo daquelas sementes que havia comprado em Sorocaba. Comecei limpando os discos com álcool isopropílico (aquele mesmo que a modelo Kate Moss disse usar na periquita uma vez por mês...cada bebum com seu tipo de álcool e seu respectivo tipo de aplicação - o meu é para beber !!!).
Depois de tudo limpinho, espetei na agulha o que mais queria ouvir: Sinatra, The Main Event. Gravado ao vivo em 13 de outubro de 1974, no Madison Square Garden, na saudosa NYC.
Esse petardo, produzido pelo maestro Don Costa (o pai da Nika Costa, lembra de "Oh My Own" e também de "Midnight" ???), é arrebatador !
Não tenho muitos CD´s do Sinatra, talvez 05 ou 06. Também não tenho muitos discos do Sinatra, talvez 06 ou 07... mas agora tenho esse.
Espetei o LP direto na faixa "The Lady is a Tramp" e logo me imaginei de volta ao "Taver on the Green" no Central Park, bebendo um vinho barato e cheiroso !
Caramba !
Segui ouvindo "Let me Try Again" e um pequeno milagre ocorreu: minha mulher que estava distante, distraída nas profundas paragens de um livro gostoso e, meu filho, que estava pertinho logo alí em Plutão, súbito, juntaram-se a mim.
A patrôa, com coxas roliças e bem depiladas, exibidas e oferecidas, se juntou ao mim e aos ácaros no sofá.
O molecão, completamente dentro do mais absoluto e delicioso nada, mergulhava à seco nas páginas de Júlio Verne.
Sinatra...o único presente...embalava a todos com seus braços rosados de vinho e cheios de manchas senis.
Fantástico !
O disco fecha com "My Way" e com muitas risadas pra dentro.
Minha mulher me sorriu sugestiva com os olhos, enquanto meu filho já estava à guarda de Morpheus.
Que bom que estou vivo nesse minuto !
O resto que se dane !
GM
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Daquilo que é básico
Refletindo sobre algo que pudéssemos chamar de básico em termos de discografia de músicos considerados importantes, me deparei com o desafio de tentar produzir uma lista de discografia básica de uma de minhas bandas preferidas, The Beatles.
Após consultar as boas fontes de Bob Spitz, Cosac & Naify, Jeff Russel, além do site oficial dos Beatles, cheguei a seguinte conclusão:
Please, Please Me - 1963;
Withe The Beatles - 1963;
A Hard Day's Night - 1964;
Beatles For Sale - 1964;
Help ! - 1965;
Rubber Soul - 1965;
Revolver - 1966;
Magical Mystery Tour - 1967;
Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band - 1967;
The Beatles (Álbum Branco) - 1968;
Yellow Submarine - 1969;
Abbey Road - 1969;
Let it Be - 1970;
The Beatles (coletânea azul e vermelha - 62 a 66 e 67 a 70) - 1973;
Love Songs - 1977;
Past Masters 1 e 2 - 1988;
Live at BBC - 1994;
Anthology 1 - 1995;
Anthology 2 e 3 - 1996;
One's - 2000;
Let it Be Naked - 2003;
Capitol Albuns 1 - 2004;
Capitol Albuns 2 - 2006;
Love - 2006.
Não inclui aqui as reproduções comerciais, os especiais de fim-de-ano e as coletâneas comemorativas.
Só preservei o básico.
Uma lista de títulos, alguns originais outros remasterizados a partir dos másters originais, que nos ajudam a entender a trajetória de criação de músicas importantes para o contexto musical, cultural e comportamental de hoje.
Recomendo...qualquer um deles.
GM
Após consultar as boas fontes de Bob Spitz, Cosac & Naify, Jeff Russel, além do site oficial dos Beatles, cheguei a seguinte conclusão:
Please, Please Me - 1963;
Withe The Beatles - 1963;
A Hard Day's Night - 1964;
Beatles For Sale - 1964;
Help ! - 1965;
Rubber Soul - 1965;
Revolver - 1966;
Magical Mystery Tour - 1967;
Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band - 1967;
The Beatles (Álbum Branco) - 1968;
Yellow Submarine - 1969;
Abbey Road - 1969;
Let it Be - 1970;
The Beatles (coletânea azul e vermelha - 62 a 66 e 67 a 70) - 1973;
Love Songs - 1977;
Past Masters 1 e 2 - 1988;
Live at BBC - 1994;
Anthology 1 - 1995;
Anthology 2 e 3 - 1996;
One's - 2000;
Let it Be Naked - 2003;
Capitol Albuns 1 - 2004;
Capitol Albuns 2 - 2006;
Love - 2006.
Não inclui aqui as reproduções comerciais, os especiais de fim-de-ano e as coletâneas comemorativas.
Só preservei o básico.
Uma lista de títulos, alguns originais outros remasterizados a partir dos másters originais, que nos ajudam a entender a trajetória de criação de músicas importantes para o contexto musical, cultural e comportamental de hoje.
Recomendo...qualquer um deles.
GM
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